domingo, 11 de outubro de 2009

Fernando de Noronha - Brasil

video


Este vídeo é parte da edição de um vídeo completo de quinze minutos gravado em Fernando de Noronha.

Nele se pode observar um peixe falso-voador, depois um linguado, um polvo e um outro peixe, além de eu e outros amigos mergulhadores.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Tubarões em Extinção

banner do filme


Photo by Cristiano Melo




Photo by Veruschka Matchett




Depois de assistir ao documentário “Sharkwater” de Rob Stewart, onde se denuncia a prática da pesca ilegal de barbatana de tubarões em locais de preservação ambiental, e a prática em si, onde se remove as barbatanas e jogam o peixe vivo ao fundo do mar, imagens fortes que me deixaram chocado, junto a dados alarmantes. Digo alarmantes, pois os tubarões estão na lista de animais em extinção com a anuência da população, por pura ignorância, se dizem que os tubarões estão sumindo do mar, a maioria vai dizer, tanto melhor, aqueles monstros tem de desaparecer mesmo... Mas o que há por trás disto? Fatos, realidades, ciência, crenças, consumo de filmes, desconhecimento do assunto? Ou tudo junto? A maior parte das pessoas não teve a oportunidade de nadar com tubarões, eu já e devo dizer que cada vez menos tenho essa alegria, constato que Rob Stewart tem razão em seu filme e que seus dados são reais, mesmo aqui no Brasil. Apesar de termos ataques de tubarões em humanos na costa de Recife, já se sabe que ali é uma conjunção de fatores que levam o tubarão a atacar o humano, mas nunca a “devorá-lo” como um monstro, ele morde e solta, a pessoa morre devido à perda de sangue na maior parte das vezes, e o número de ataques e mortes não serviriam de embasamento para uma aniquilação de uma família inteira de peixe. Uma vez que, o nosso ecossistema é frágil e os tubarões estão no topo da cadeia alimentar dos mares, sem eles, o equilíbrio é alterado e a produção de oxigênio pode ser reduzida a níveis alarmantes. Por um lado, temos a pressão popular para que se matem os monstros, e outra pressão popular mais tímida em número que compreende a situação e tenta impedir que se tenha uma catástrofe, já viram isso na história humana? Sempre assim.
Dessa vez é o tubarão. Recomendo que assistam ao filme, deixei um banner ao lado que leva ao trailer do filme, ele já existe legendado no Brasil. Por enquanto só convido a não comerem carne de tubarão, muito menos barbatana...
Por enquanto é só, salvem os tubarões!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Polvo







O Filo Molusco é um dos mais bem representados no Reino

Animal e tem como exemplos mais conhecidos as ostras, lesmas, lulas, caramujos e polvos, só pra situar o leitor a "família" do polvo a quem apresnto agora.

O polvo pertence à Classe dos Cefalópodos, onde se encontram os moluscos com sistema nervoso e olhos bem desenvolvidos, todos sendo marinhos. O nome Cefalópodos vem do latim (cephalo=cabeça; poda=pés), pois possuem cabeça desenvolvida de onde partem de 8 a 40 tentáculos, realizam locomoção por jatopropulsão, graças a estrutura na forma de funil que direciona um forte fluxo de água da cavidade do manto. Também possuem alta capacidade de mimetismo e todos possuem no interior do corpo um saco contendo "tinta", utilizada na dissimulação durante situações de perigo, favorecendo a fuga.

Só por curiosidade o membro que possui 40 tentáculos é o nautilus que habitam águas profundas do oceano Índico e foram quase extintos pelo alto valor de suas conchas que revestem sua parte externa.

O polvo é provido de oito tentáculos e alta capacidade de mimetismo e "inteligência". Vivem junto ao fundo, em tocas que podem ser denunciadas pela presença na porta de restos de crustáceos e conchas, como podem observar na foto que fiz em Porto Seguro, há uns dezoito metros de profundidade, dá pra observar bem como é fácil identificar a toca do polvo. Suas medidas vão de alguns centímetros a 3 metros de comprimento. Habitam rochas costeiras e profundidades abissais. Possuem poderoso bico córneo que serve como defesa. Nas outras duas fotos observa-se um polvo "enrolado em sua toca, sem os seus obstáculos, infelizmente não consegui ainda uma fotografia de um polvo em deslocamento, pois de maneira alguma iria provocar o animal pra que ele se desentocasse, respeitar a natureza sempre...

sábado, 11 de julho de 2009

Lixo


Lata de refrigerante encontrada e fotografada há uns vinte metros de profundidade em Arraial do Cabo-RJ, onde passam muitos cruzeiros de turismo. A lata foi removida após a fotografia.
Só para refletir: por que jogam uma lata ao mar?
Por que o bicho homem joga lixo em qualquer lugar?
De quem é o planeta?
Irresponsabilidade de todos!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Raia-prego


Para quem chama de arraias as raias, talvez seja uma surpresa saber que as suas “arraias” são peixes pertencentes à classe Chondrichthyes, a mesma que pertencem os tubarões (cações) e quimeras. Esta raia da foto, ainda não está na fase adulta, e tive a felicidade de enquadrá-la num ângulo central, bem simétrico. Ponto de mergulho: ponto do avião em Fortaleza-CE.

Aqui se trata de uma raia-prego, Dasyatis sp, não consegui entrar num consenso em minhas fontes de pesquisa se é D. centroura ou D. americana.

Ocorrem nas águas tropicais e subtropicais do Atlântico, sendo que no Brasil, ocorrem em toda a costa. São bentônicas costeiras de águas rasas, geralmente encontradas sozinhas durante o dia, em locais seguros ou parcialmente cobertas pela areia, na qual repousa. De hábitos noturnos, são mais ativas e se alimentam neste período. Sua dieta é basicamente de moluscos bivalves, vermes, crustáceos e pequenos peixes. Durante o verão podem se agrupar e nadam próximo à superfície.

Quando surfava em Fortaleza com meus amigos, nos idos dos anos oitenta, não era raro nos depararmos com uma raia-prego, que, para nós, incrivelmente “pulava” da água. Apesar de seu aguilhão ser peçonhento não recordo de nenhum caso de acidente com surfista, mas sim com banhista que sem querer pisou no chão, onde a raia estava, acidente raro e de descuido.

O seu nado é majestoso, um dos peixes mais inspiradores de uma valsa marinha.

Outros nomes vulgares: raia-cravadora, raia-lixa, pastinaca (Itália e Espanha), roughtail stingray e whipray (USA), trigono (Itália), arraia, raia-verde.

terça-feira, 23 de junho de 2009

A beleza dos corais











Os corais de várias espécies são admiraveis em sua beleza. Não é só de peixes que o mergulho autonomo nos presenteia com imagens de tirar o fôlego. Os corais, como já tratei em outra matéria, devem ser preservados sob o risco de se perder a fauna que dele se utiliza para se manter, a grosso modo são como as florestas, sem elas a fauna pode ser extinta. Caso a se pensar. Recomendo ler a matéria neste mesmo blog sobre a preservação dos corais:




quinta-feira, 18 de junho de 2009

Guarajuba


A Guarajuba, Caranx latus, da família Carangidae, possui o dorso azul-escuro a cinza-azulado com flancos prateados ou dourados e ventre branco-amarelado. Possuem corpo alongado, relativamente alto e comprimido lateralmente, com o focinho levemente arredondado. Olhos relativamente grandes e cobertos parcialmente por pálpebras adiposas.

Ocorrem nos mares tropicais e temperados quentes do Atlântico. No Brasil, ocorrem praticamente em todo o litoral. São pelágicos costeiros e oceânicos, vivem e nadam próximo da superfície da água. São comuns em mar aberto, ao redor das ilhas, nas águas rasas das praias arenosas ou lamacentas, regiões rochosas e/ou coralinas e áreas estuárias, podendo, eventualmente subir os rios.

São encontrados geralmente em pequenos cardumes. Apesar de serem um pouco ariscos, aproximam-se facilmente dos mergulhadores, como é o caso deste cardume de passagem, num mergulho em Fortaleza-CE, e tendem a nadar um pouco ao seu redor. Nesta foto, tive a felicidade de ser acompanhado por este cardume de passagem por quase todo o tempo de fundo, pareciam curiosos com minha presença e a dos outros mergulhadores que, neste dia, eram poucos.

Outros nomes vulgares: araximbora, carapau (ES), garacimbora (PE), guaracema, guaraiúba (BA), guarambá, guarassuma (PE), guaraciema (RJ), xarelete, bigeye Jack (USA), cajabeo (Porto Rico), carangue gros yeux (Haiti), gallego (Cuba), horse eye trevally (USA), jurel (Republica Dominicana).

São muito difíceis de serem classificados, justamente devido a esta quantidade de nomes e por serem muito parecidos com outras espécies como os xereletes e os xaréis, que são da mesma família Caranjidae, e, ainda, não me admiraria se eu classifiquei erroneamente como guarajuba, sendo um xerelete-azul, ou um xaréu...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Cardume


Gosto dessa foto que foi feita em Fortaleza no ponto de mergulho do avião. Um avião que caiu na segunda guerra. Cardume de peixes e de mergulhadores. Assim dá pra pensar sobre a diversidade, como somos variados! Tanto em espécie, quanto em agrupamentos...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sargentinho

Um pequeno vídeo de cardume de sargentinho gravado na praia do sancho em Fernando de Noronha.

video

Moréia-pintada


A moréia-pintada, Gymnothorax moringa, é um peixe como as demais moréias e esta fotografada em Fortaleza, apesar de colação mais esverdeada devido à falta de prática e a configuração da máquina, tem tons amarronzados que não parece ter.
Possui um corpo alongado, robusto e ligeiramente comprimido, boca grande e maxilas poderosas com dentes bem desenvolvidos. Ocorrem em todo o Atlântico e no Brasil são raras na região Sul. Tem hábitos bentônicos costeiros de águas relativamente rasas, esta estava há uns 30 metros de profundidade.


Solitárias, ficam entocadas durante o dia vigiando os arredores com a cabeça na entrada de sua toca, alguns mergulhadores menos experientes pensam se tratar de um pequeno peixe com a cabeça saindo do coral, o que pode ser perigoso para aqueles afoitos que querem tocar o animal, pois podem receber uma mordida e causar um acidente, pois as moréias não são muito de temperamento dócil.


Outros nomes vulgares: aimoré, caramuru, miroró, moréia, morongo, mororó, mussulina, mutuca, mututuca, sangrador, tororó (aí um bom exemplo da dificuldade de saber qual é o animal quando se utiliza de nomes vulgares, mais uma justificativa para a taxonomia).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Coió


O coió, Dactylopterus volitans, tem 0,45 m de comprimento toal máximo e em média medem 0,2 m. Este daí foi fotografado em Arraial do Cabo-RJ. Ocorrem nas águas tropicias do Atlântico e no Brasil em todo o litoral. Possuem hábitos bentônicos costeiros de águas rasas, vivem nos fundos de rochosos e arenosos. Alimentam-se principalmente de invertebrados bentônicos, bivalves e pequenos peixes. Para isto, usam a parte curta da nadadeira peitoral para vasculhar a areia. Quando ameaçados, abrem suas grandes peitorais para parecerem maiores e nadam com elas abertas. Apesar de parecer com o peixe-voador, ficam no fundo.
Outros nomes vulgares: cabra-voadora, coió-voador e falso-voador.

domingo, 31 de maio de 2009

Lagosta





A lagosta, Panulirus spp, pertence ao Filo Arthropoda, com cerca de ¾ de todas as espécies conhecidas no planeta. É neste filo que se encontram as classes dos insetos, crustáceos (no caso da lagosta), aracnídeos, quilópodes e diplópodes. As características marcantes dos artrópodes – responsáveis pelo sucesso ecológico do grupo – são as patas articuladas, que dão origem ao nome do grupo, além da presença de um exoesqueleto, formado por placas articuladas que revestem e protegem todo o corpo, não raro encontramos este exoesqueleto durante um mergulho, pois quando o animal cresce, deixa o mesmo como uma casca, são as mudas periódicas dos artrópodes.

A maioria dos crustáceos é marinha, embora existam representantes na água doce e em terra. As características dos crustáceos mais marcantes são a presença de dois pares de antenas na cabeça e o corpo dividido em cefalotórax e abdome. Além dos dois pares de antenas, possuem dois olhos compostos, geralmente pedunculados e, ao redor da boca, um par de mandíbulas e outros apêndices onde se situam as brânquias.

As lagostas possuem carapaça bem desenvolvida e uma coloração e forma variadas, podem possuir corpo recoberto por espinhos e longas antenas, ou duas grandes garras utilizadas em sua proteção e apreensão de alimentos.

Nomes vulgares: lagosta-vermelha, lagosta-azul e lagosta-sapata.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Descontração pos-mergulho

Com a Érika Brasil em Fortaleza

Com o Dive Master em Fortaleza


Com minha maninha Diana em Fortaleza


Com o pessoal da Arraial Sub e meu dupla de curso de Rescue Diver em Arraial do Cabo



Com o Fred em Mara Rosa-GO


Uma das melhores situações no mergulho é o tempo de superfície e a espera para o outro mergulho, ou simplesmente o tempo de voltar para o cais. Melhor ainda é o tempo de fundo, durante o mergulho. Nestes momentos há uma interação com mergulhadores de todos os lugares, brasileiros e estrangeiros, rica experiência, em que há a troca de informações sobre o mergulho feito e a identificação, ou não, dos mergulhadores entre si.
Eu sempre faço amigos nas minhas borbolhas por aí. Descontração num local mágico e de belas imagens, pura poesia!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Enxada


A enxada, Chaetodipterus faber, possui no máximo 0,9 m de comprimento total e 9 Kg, ocorrem nas águas tropicais e subtropicais da costa americana do Atlântico, sendo que em quase todo o território brasileiro. Pelágicas demersais costeiras de águas rasas, vivem e nadam ativamente a meiaagua ou próximo ao fundo nas áreas rochosas e/ou coralinas. São muito comuns em praias arenosas, como é o caso desta enxada fotografada em Fortaleza no Ceará. São encontradas em pequenos grandes cardumes (com até 500 peixes) em constante movimento. Outros nomes vulgares: paru (percebam a dificuldade, vários têm este nome), paru-branco, parum-branco e tareira.

domingo, 17 de maio de 2009

Frade




O Frade, Pomacanthus paru, da Família Pomacanthidae, ocorrem nas águas tropicais e subtropicais do Atlântico. No Brasil, aparecem do Nordeste ao Sudeste. São nectônicos costeiros de águas rasas. São encontrados solitários ou em casal. Alimentam-se de algas, esponjas, gorgônias, briozoários e outros invertebrados bentônicos. Não temem a presença humana e costumam se aproximar dos mergulhadores com certa curiosidade. Sua característica é possuir um anel amarelo ao redor do olho que, além de suas cores mais marcantes, o diferem de um parente próximo, o Paru, que possui uma coloração menos vistosa. As formas juvenis deles, do Frade e do Paru, têm quase as mesmas características físicas, sendo difícil a sua classificação.
Outros nomes vulgares: paru (aqui a confusão, alguns praticamente chamam de paru ou de frade, espécies diferentes), paru-da-pedra, paru-frade, paru-listrado (forma juvenil), paru-preto, peixe-anjo (RJ), angelote francés (Espanha), banderita (República Dominicana) e chivirica francesa (Cuba).

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Modificações no Blog

Caros amigos que acompanham este blog:
Percebi que o nome anterior, devido à epistemologia da palavra Cultura ser muito variada, e a expressão "cultura aquática" ser empregada como cultivo de peixes e outros significados, resolvi alterar o nome do Blog e alguns marcadores, uma vez que este espaço não se destina a práticas de criação de peixes para fins comerciais ou outros. Assim, espero que possam aparecer pessoas interessadas nas informações que trago sobre biodiversidade e pontos de mergulho, como dicas e experiências pela prática deste esporte, bem como continuarei na linha de relacionar literatura aos posts passados e futuros.
Grato pela atenção.
Cristiano Melo

sábado, 9 de maio de 2009

Baiacu-de-espinho

O baiacu-de-espinho, e aqui há uma certa confusão sobre seu nome científico, uma vez que existem diversas espécies de baiacus, em famílias diferentes, só uma demonstração, de que a taxonomia pode ser um tanto complicada, segundo Marcelo Szpilman, em seu “Peixes marinhos do Brasil” de 2000, ISBN 85-900691-2-5, pg. 268, identifica-o como Diodon histrix e que na Inglaterra é chamado de Porcunpinefish, na Espanha de Pejerizo Común e na França de Porc-Épique boubou. Aqui no Brasil ele é chamado regionalmente de Baiacu-graviola no Ceará. No Peru: Graviola, peixe-ouriço, batata e batea.
Atinge o comprimento máximo de 0,30 m e em média medem 0,13 m. Ocorrem nas águas tropicais do Atlântico e em outros oceanos, são bentopelágicos costeiros de águas relativamente rasas, sendo comum vê-los mortos na praia de Arraial do Cabo no Rio de Janeiro quando se faz caminhada pela praia. Os jovens têm hábitos pelágicos, enquanto os adultos são bentônicos e frequentemente são vistos na entrada de suas tocas observando os arredores.
Sua característica, talvez a mais conhecida, de se autoinflarem, faz com que seus corpos pareçam bem maiores do que realmente são, e, ao mesmo tempo, impedem que sejam engolidos por seus predadores. Infelizmente, alguns mergulhadores sem consciência de sua interferência no meio ambiente, costumam pegar o baiacu pela sua cauda para forçá-lo a inchar, como se fosse uma brincadeira. Estejam alertas para chamarem a atenção desses indivíduos.

domingo, 3 de maio de 2009

Corais - preservação necessária

Mussismilia

Milepora

Favia gravida

Montastrea

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Os recifes de corais do Brasil se distribuem ao longo de 3000 km da costa nordestina e são os únicos do oceano Atlântico Sul. Eles estão localizados entre os estados do Maranhão e da Bahia, incluindo as ilhas que compõem os arquipélagos de Fernando de Noronha e Abrolhos e o Atol das Rocas. Em determinados pontos desses estados, as colônias dos corais brasileiros estão ameaçados.
O branqueamento dos corais tem como principal causa o aumento da temperatura da água. Outras ameaças para os recifes são a erosão costeira – provocada por desmatamento, agricultura e desenvolvimento industrial mal planejado – a poluição e a pesca predatória.
A falta de controle do turismo em pontos dos recifes de corais causa danos por conta da ancoragem inadequada, vazamentos de óleo, lixo, pisoteio e mergulhos sem a devida orientação e educação ambiental. Muitos turistas, por até falta de informação arrancam pedaços do recife para levar como souvenir.
Os recifes são formados a partir de organismos marinhos, animais e vegetais. A construção da estrutura é feita por depósitos maciços de carbonato de cálcio, produzidos por corais e algas, além de pequenos outros seres que também possuem esqueletos calcários. Os recifes precisam de águas quentes, em áreas tropicais com correntes de temperaturas elevadas (entre 23ºC e 25ºC) como a da costa nordeste do Brasil. A salinidade, a transparência da água e a profundidade são determinantes para a formação dos recifes.
Os recifes funcionam como abrigo a seres marinhos, como esponjas e peixes de menor porte, além de meros, tubarões e lagostas, formando uma região com uma cadeia alimentar eficiente, o que torna os recifes importantes para quem depende da pesca.
Os recifes contêm a maior reserva de biodiversidade dos oceanos, comparados, na Terra, às florestas tropicais.

Fonte: matéria do Correio Braziliense, do dia 3 de maio de 2009, páginas 10-11.





sábado, 2 de maio de 2009

Pinguim







O pinguim é o nome vulgar de qualquer ave marinha não-voadora do hemisfério sul. São encontrados na América do Sul, África, Nova Zelândia, Austrália e na Antártida. Esses que aparecem na foto, fazem parte de uma pinguineira, comunidade dessas aves, preservada numa pequena ilha na Terra do Fogo, em Ushuaia na Argentina.
Geralmente formam casais que só se "dirvociam" se não conseguirem reproduzir e também ficam viúvos podendo não formar mais casal ao longo de sua vida. Há mais de vinte espécies de pinguins, que pertencem a ordem Sphenisciformes. São aves curisosas e barulhentas, sua comunicação é muito estridente. Realizam todas as funções vitais na água, mesmo dormir. Flutuam facilmente graças a grande quantidade de gordura e nadam com rapidez, usando apenas as nadadeiras, servindo as patas como leme. São muito especializados para o mergulho; suas asas rígidas assemelham-se às aletas de outros vertebrados nadadores. São capazes de deslocar-se a uma velocidade de 40 km/h. Costumam passar a maior parte do tempo na água, nadando com a ajuda das asas.
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Ninhos
Criar um ninho envolve dedicação!
Trabalho delicado e atento,
Partes escolhidos para um mosaico
De criação e transformação.

Pedaços, partes,
Gravetos, galhos,
Sementes, grãos...

No bico das aves,
Nas garras das onças-pintadas,
Nas patas dos tatus,
Na pressa relativa das preguiças.

Construir um ninho envolve afeto!
Sentimento interior, instinto,
Relógio biológico,
Vulnerabilidade sustentável.

Entregas mútuas,
Labores solidários,
Companheirismo efetivo.

Viver num ninho envolve amor!
Afeto possível conjunto.
Conjugar os viveres,
Consumar criatividades.

No desejo humano,
Na esperança casada,
Na singela e tênue linha do querer,
No casal que se forma.

Que o ninho criado,
Construído,
E vivo
Seja fértil, fantasia tornada real!


Cristiano Melo, 25 de outubro de 2008.



segunda-feira, 27 de abril de 2009

Máscaras de mergulho - dicas







Bem, amigos, um dos apetrechos de mergulho que mais se deve cuidar, é a sua máscara de mergulho, claro que o regulador, a qualidade do ar no cilindro são bem mais importantes, mas para quem ainda está no começo do treinamento em mergulho, é bom prestar atenção nos detalhes das fotos, e algumas dicas. Eu e Deb mergulhamos no Lago Paranoá aqui em Brasília e fizemos estas fotos ilustrativas sobre máscaras de mergulho.



Posição da máscara no mergulhador em superfície, nunca em cima da cabeça, pode ser considerado pânico do mergulhador, então, lembre-se, quando tiver em mar aberto, se quiser retirar a máscara, deixe-a no pescoço, a Deb mostra o mergulhador em pânico e eu como se deve estar.



Outro ponto muito comum, é o embaçamento da máscara, observe a diferença da minha e da Deb, para quem não tem experiência pode ser muito ruim, no mínimo vai perder de ver alguma coisa interessante durante o mergulho e causar stress no mergulhador. Dicas: trate a sua máscara sempre antes de mergulhar, existem várias maneiras de se fazer isto, desde queimar a gordura e outras substâncias com isqueiro, até os antiembaçantes, caso não tenha prática, pergunte a um mergulhador mais experiente, com certeza ele terá prazer em explicar. Mas não esqueça, faça isto antes do mergulho. Mesmo assim, se sua máscara embaçar, faça o alagamento e desalagamento da mesma, calmamente, durante o mergulho. Alguns mergulhadores, recomendam deixar um pouco de água dentro da máscara, depois de alagá-la.



Qualquer outra dúvida entre em contato.



Boas borbolhas a todos.






Cristiano Melo, 26 de Abril de 2009.

domingo, 26 de abril de 2009

Donzela



A Donzela-marrom, Chromis multilineata, da Família Pomacentridae, ocorrem em águas tropicais e subtropicais de todo o Atlântico, sendo que no Brasil aparecem de Norte ao Sudeste. São encontradas normalmente em médias a grandes agregações nadando desde o fundo até a superfície da água. De hábitos diurnos, é na superfície que ela encontra o seu alimento preferido, o plâncton (copépodos principalmente). Costumam ser vistas junto com outros peixes, incluindo outras espécies de donzelas. Tranqüilas, afastam-se e procuram abrigo somente quando ameaçadas.
Outros nomes vulgares: donzela, cavalley pilot (Santa Helena), cromis pardo ou cromis prieto (Cuba) e yellow-edge chromis (Austrália e USA).

terça-feira, 21 de abril de 2009

Cirurgião









O Cirurgião, ou barbeiro-azul, Acanthurus coeruleus, são nectônicos costeiros de águas rasas, vivem em fundos coralíneos, rochosos e/ou arenosos. Sua forma juvenil é amarela como se vê em uma das fotos. Vão desde o azul ao preto. Alguns biólogos afirmam que modificam sua cor para azul quando em época de acasalamento e ficam em grandes cardumes, como nestas fotografias feitas em porto Seguro. para alguns este peixe é mais conhecido como a personagem Dory do filme Procurando Nemo.
Outros nomes vulgares: barbeiro-azul e peixe-doutor

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Tubarão-lixa


O lambaru, Ginglymostoma cirratum, da Família Ginglymostomatidae, possui um corpo arredondado com a cabeça larga e achatada e boca pequena. Cinco pequenas fendas branquiais muito próximas uma das outras. Um curto barbilhão carnoso na margem de cada abertura nasal, alguns chamam de “bigode”. Os olhos são pequenos e não possuem membrana nictante, o que dá pra visualizar bem nesta fotografia feita em Fortaleza-CE, um dos melhores pontos de mergulho que já tive oportunidade de fazer, o único problema são os fortes ventos que tornam a operação mais delicada, mas vale muito a pena, com visibilidade de 30 m fácil! Bem, sobre o lambaru, possui uma média de 3 m, mas podem chegar a 4,3 m de comprimento total. Aparecem nas águas tropicais e subtropicais do Atlântico e Pacífico. No Brasil, são raros no Sul.
São lentos, sedentários e de hábitos noturnos, encontrados normalmente imóveis no fundo na areia, junto às pedras e até mesmo em tocas. Alimentam-se de peixes (bagres, tainhas e baiacus), crustáceos (lagostas e camarões), moluscos bivalves e alguns invertebrados que encontram na areia. Capturam suas presas por meio de uma forte sucção bem característica. Infelizmente estão na lista da Fauna Ameaçada de Extinção (IBAMA).
Outros nomes vulgares: barroso, cação-lixa, lixa, tubarão-enfermeira, tubarão-pajem, carpet shark (Inglaterra), squalo nutrice (Itália), tiburón de arena (Espanha) e tubarão-dormedor (Portugal).
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SER INADEQUADO
Talvez eu não seja o homem mais adequado,
Não seja adequado ao que você procura.

Talvez eu não seja o que se costuma esperar de alguém,
Ou, seja mesmo inadequado.

Mas não consigo imaginar alguém mais real e humano,
O que tenho a oferecer é simples e ao mesmo tempo complexo.

Simples pelo fato de ser o que é,
Complexo pelo mesmo motivo.

O tesouro que tenho é nada mais que o meu próprio ser,
Já não ofereço mais rosas apenas.

Flores são belas, mas perecem,
E o que tenho é imaterial e imperecível,

Talvez por isto mesmo assuma nuances densas e fortes,
Mas são brilhos apenas, nada além disso, brilho.

Brilho devido ao refletir a luz, caso contrário,
Sem reverberação, é fosco, como diamante bruto.

Talvez eu seja mesmo inadequado!

Cristiano Melo, 25 de Dezembro de 2008.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Borboleta-listrado

O Borboleta-listrado, Chaetodon striatus, da Família Chaetodontidae, possui o corpo branco com três faixas pretas verticais, fora a “característica” faixa que passa pelo olho. Possui focinho pontudo com a boca pequena, terminal e protáctil com olhos relativamente grandes. Ocorre em águas tropicais do Atlântico, sendo que no Brasil é encontrado em quase todo o litoral. São encontrados solitários como este da foto, em Porto Seguro-BA, ou aos pares nadando por entre as pedras do fundo. Alimentam-se de pólipos de coral, anêmonas, pequenos invertebrados bentônicos e ovos de moluscos. Tranquilos, tendem a ignorar os mergulhadores e só se afastam ou se escondem quando ameaçados. Nomes vulgares: boca-de-moça (PE), borboleta, carapiaçaba, castanhola (BA), freire, parum (CE), quebra-prato, mariposa (Nicarágua) e school mistress (Barbados).
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Borboletas com asas de tamanho e cores variados,
Esvoaçam na carne plena de ilusão.
Algumas suaves, cócegas!
Outras vorazes, chagas!
Ainda no útero amadurecem
Indóceis casulos.
Ao nascimento,
Crisálidas partidas.
Bebê chora e sorri,
Borboletas algozes proliferadas.
Sem pólen, sonhos as alimentam.
Há época de paz, borboletas sem fome.
Há época de batalha, borboletas famintas.
Pensamento levado com o movimento.
Um dia, ó talvez um dia...
As borboletas escapem pelos orifícios,
E permitam a carne ser a alma a que veio.
Talvez assim, ó talvez...
Possa se encontrar a liberdade de pensamento.
Calma branda descoberta!
Cristiano Melo
OBS: poema apenas ilustrativo, nada tem com o comportamento real do Borboleta

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Coral









Estes corais foram fotografados em Porto Seguro-BA.
Os corais são denominados de corais pétreos pois secretam um esqueleto de carbonato de cálcio, produzindo uma taça, dentro da qual se aloja o diminuto pólipo. Existem indivíduos solitários (Gênero Fungia), porém a maioria é colonial. São os principais formadores dos recifes de coral. cada pólipo forma sua taça calcárea sobre a estrutura de outro indivíduo morto. Deste modo, cresce a colônia e todo o recife.
Os corais construtores de recifes vivem associados a algas chamadas Zooxantelas, recebendo delas oxigênio e parte do alimento produzido por fotossíntese. Por isso, o crescimento dos recifes só é possível em águas quentes e com boa penetração de luz solar. Os recifes da costa do nordeste brasileiro não são coralíneos, mas formados pela ação de vários organismos como esponjas e corais, entre outros. Neles existem corais verdadeiros, mas devido à desembocadura de grandes rios como o São francisco e o Amazonas, que carregam muito material em suspensão, a água do litoral é turva, prejudicando o crescimento das algas e corais.
São celenterados que participam da Classe Antozoa.
Tipos de recifes de coral: franjas, barreiras, atóis e chapeirões (característica no Brasil).

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Pare para olhar o Sol.
Ele é real
Chova ou faça Sol,
Claro ou escuro...
Perceba o mundo além do seu,
Que é pequeno,
Sem percepção.
Então
Observe:
Existem diversos mundos.
Liberte-se das amarras
Alheias e próprias,
E, simplesmente, viva!
O Sol existe
Acima de nossas cabeças pequenas
E dentro de nossos enormes corações
Cristiano Melo, 13 de Abril de 2009