quarta-feira, 8 de abril de 2009

Papudinha

Seu nome científico é Pempheris schomburgkii. Medem no máximo 0,15 m de comprimento e em média 0,8 m. Ocorrem nas águas tropicais do Atlântico. No Brasil, ocorrem em quase toda a sua costa marinha. Tem habitat nectônicos costeiros de águas rasas, vivem em grandes cardumes em lugares abrigados da luz, como grandes tocas ou fendas rochosas. Alimentam-se basicamente de zooplâncton, especialmente as larvas de invertebrados. Dependendo da região podem ser chamadas popularmente de piaba-do-mar ou salivão.
Tem esse nome por parecer que estão grávidas, um formato engraçado e lúdico.
Estas foram fotografadas no mesmo ponto de mergulho do paru-rajado abaixo.

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A espera (papudinha)

Espera-lhe ao lado da porta,
Enquanto não vem.

Espera-lhe com o fogo aceso
Do fogão à lenha,
Do seio em brasa.

Cheiros se confundem,
Enquanto não vem.

Os odores
Do sabão de coco,
Da colônia da venda,
Do frango caipira ao molho pardo,
Daquilo guardado.
Quer-lhe ousado!

Gritam acolá
E a face rubra cora
Antes do beijo,
Estupora!

Veio,
Foi!

Espera-lhe com panelas sujas,
Pratos engordurados,
Lençóis manchados,
E o filho no ventre.
Grávida,
Enquanto não vem.

Cristiano Melo, 11 de julho de 2008.




terça-feira, 7 de abril de 2009

Paru-rajado


Este paru-rajado, Holacanthus ciliaris, estava entocaiado numa estreita faixa coralina que mal dava para passar um mergulhador.
Chegam ao máximo de 0,45 m de comprimento total e 1,5 Kg de peso. Em média, medem 0,3 m e pesam 0,4 Kg. Este deveria estar dentro da média ou um pouco abaixo dela.
Sua ocorrência se dá em águas tropicais e subtropicais do Atlântico. No Brasil, surge do Norte ao Sudeste.
Geralmente são encontrados solitários ou aos pares nadando por entre os corais, pedras, rachas e tocas de fundo (como é o caso aqui).
Alimentam-se de algas e invertebrados bentônicos. Quando muito jovens atuam como limpadores de ectoparasitas dos outros peixes.
Dependendo da região também pode ser chamado popularmente de anjo-rainha, parum-amarelo e parum-dourado.
Local da fotografia: Recife de Fora (ponto de mergulho: Pedra da Garrafa, onde se encontram muitas tocas como esta) em Porto Seguro-BA.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mergulhadores I

O homem já é uma realidade nos locais de mergulho e em outros locais da costa marinha brasileira. Daí a inspiração de inseri-lo na fauna marinha do Brasil. A comunicação subaquática é feita por meio de sinais internacionais, daí você conseguir mergulhar em qualquer lugar do mundo e conseguir se comunicar sobre o mergulho com mergulhadores em qualquer língua.
Nos diversos continentes e aqui no Brasil também, os mergulhadores servem como uma barreira aos corais, pois muitos acabam participando de ONGs junto a Biólogos marinhos e outros ativistas que tentam preservar a fauna e a flora marinhas. Apesar disso em alguns pontos o turismo predatório leva pessoas despreparadas para se fazer o que se chama de batismo e estes mergulhadores de um dia acabam batendo nos corais e causando algum prejuízo, mas mesmo assim, ainda é melhor que se tenham mergulhadores comprometidos com o meio ambiente para se assegurar nossa existência na terra. A importância dos corais para os mares é indiscutível, falarei mais pormenorizado sobre o assunto oportunamente. Para quem é mergulhador: boas borbolhas e cuidado com o meio ambiente.










sexta-feira, 3 de abril de 2009

Disputa ou Cortejo?




Com expressões de "pouco-amigos" e mostrando os dentes, estes dois aí estavam há minutos nesta "dança" engraçada, próximo a eles havia um filhote. Bem, confesso que não sei se são dois machos ou duas fêmeas, mas parecem ser do mesmo gênero, devido ao formato, cor e tamanho, daí pensar mais em disputa que em cortejo...